segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quero Viver

"QUERO VIVER" Lizete Lopo, ISBN978-989-20-1733-4/SPA 26.590 

Lizete Lopo é uma xamuar macua. Além de xamuar é uma mulher de garra e coragem. Vai lançar o seu livro em Novembro na cidade de Viseu.

Recomendo a leitura, o livro estará nos escaparates brevemente.

Parabéns Lizete!


domingo, 18 de outubro de 2009

Mangas verdes com sal

“Mangas verdes com sal

sabor longínquo, sabor acre

da infância a canivete repartida

no largo semicírculo da amizade.

 

Sabor lento, alegria reconstituída

no instante desprevenido,

na maré-baixa,

no minuto da suprema humilhação.

 

Sabor insinuante que retorna devagar

ao palato amargo,

à boca ardida,

à crista do tempo,

ao meio da vida.”

 

Rui Knopfli /1972

 

 

sábado, 17 de outubro de 2009

Olá


Olá
Sou a Alda, nova participante nesta tribo. O Gerente convidou e eu aceitei.
Não sou macua, mas ele acha que eu tenho alma macua.
Quem sou eu afinal? 
No meu perfil algumas palavras me definem, mas eu sou alguém, como todos vós, que viveu numa terra linda, paradisíaca , Moçambique - (Inhaminga, Dondo e Beira). Tinha 12 anos apenas, estava no início da minha adolescência, quando amigos, familiares e sonhos foram deixados para trás.
É com lágrimas nos olhos que recordo o dia 30 de Dezembro de 1974. 
Tantos anos passaram e as memórias permanecem. Memórias: de acordar cedinho e sentir o cheiro do capim molhado da cacimba; do sabor daquele cajú que eu própria assava no meu quintal; de subir a uma mangueira, apanhar mangas verdes, comê-las com sal e, depois, á noite sentir dores na mimba (barriga) e ouvir os ralhetes da mãe; ver o pôr do sol escaldante e cheirar o ar que trazia o aroma de uma queimada ao longe; de adormecer ao som das marimbas, lá longe, muito longe, tiritiriri.....
já li textos de outros xamuares e , de facto, há coisas que nos unem, a memória de  uma infância, adolescência e adultez felizes, conforme a época das nossas vidas lá passada. Hoje, através da net, ela tinha de ser mesmo inventada para nós, não é verdade???? encontramo-nos, alguns já não é possível, pois, partiram, fica a memória e a saudade. Cabe, então, a nós que ainda cá estamos fazer perdurar essa memória.
Hoje fico por aqui .... até á proxima ...


E... obrigada João pelo convite.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Lena Lamela e Margarida Rebelo Pinto

É por tudo isto que costumo dizer que nós, os Moçambicanos, não somos melhores. "Apenas somos diferentes".
Uma Macua, cheia de orgulho por ter nascido do outro lado do Oceano, num paraíso, chamado Moçambique.

Helena Lamela







Artigo de Margarida Rebelo Pinto
29 de Maio de 2009

Os paraísos servem-nos para esquecer que o resto do mundo existe ou
para nos lembrar que o mundo pode ser um lugar melhor? Depois de uma
semana em Moçambique, onde visitei Maputo e as belas ilhas do Bazaruto
e de Santa Carolina, regressei de África com a sensação de ter
visitado uma outra face da terra.
Por mais filmes que se vejam, mais livros que se leiam, por mais
documentários e notícias que nos passem debaixo dos olhos, África só
pode ser absorvida, entendida e sentida in loco, com as suas cores e
os seus cheiros, a sua beleza e a sua miséria, a sua música e a sua
magia, a sua imensidão e as suas gentes. Foi preciso ir a África para
finalmente perceber a nostalgia incurável, qual malária do coração,
dos que lá nasceram, cresceram ou viveram, e que a descolonização
obrigou a uma partida forçada.
O que mais me tocou em Moçambique foi o povo moçambicano: educado,
afável, tranquilo, feliz. Apesar da miséria, apesar da fome, apesar
das doenças, apesar de tudo. África é um continente sem filtro; tudo
se vive à flor da pele e em carne viva. E tudo é brutal, seja o belo
ou o horrendo. Mas os moçambicanos possuem uma doçura que deve ser só
deles e que me conquistou para sempre. Viajei para lá contente e
regressei feliz. Fui leve e voltei ainda mais leve.
À parte do clássico episódio da intoxicação alimentar, tive uma viagem
de sonho, não só pela beleza de tudo o que vi, pela forma como fui
tratada. Os empregados do Pestana Lodge no Bazaruto já sabiam o meu
nome desde o segundo dia e quando foi preciso tratar da maleita,
fizeram-me canja, maçã cozida e não descansaram enquanto não me viram
outra vez com cores na cara. Ora este tipo de atenção não está
incluído naquilo a que chamamos serviço de luxo. Um calor genuíno
fez-me pensar como nos relacionamos com os outros, independentemente
daquilo que eles nos possam dar em troca. Uma atitude generosa gera
quase sempre generosidade do outro lado. A paz puxa a paz, a bonomia
puxa a bonomia, a empatia gera empatia.
Não sei quando voltarei a África nem sequer se o que lá vivi perdurará
na minha existência, mas tenho a certeza de que aprendi mais do que
penso, de que vi mais do que acredito ter visto e de que guardei mais
do que agora me lembro. O que eu sei é que me ficou na pele aquela
forma de ser e de estar moçambicana, os sorrisos que dão a volta à
cara toda, as músicas entoadas nas carrinhas de caixa aberta que
atravessam a cidade ao fim-de-semana com dezenas de homens e mulheres
a caminho de um casamento, a alegria natural e espontânea que nunca
pode ser fingida nem fabricada. Há muito amor em Moçambique. Muito
amor e muito prazer, apesar da fome, apesar da miséria, apesar de
tudo.

sábado, 6 de junho de 2009

TRIBO MACUA - 2009 - LISBOA






Voltei aqui a este post porque depois destes encontros-convivios que vamos fazendo…vem um período, para mim, muito triste…vem a nostalgia, o saudosismo…de novo...a saudade dos amigos...da minha Pátria...
E eu não ficaria bem comigo próprio se não compartilhasse convosco o que senti neste encontro do dia 25 de Julho, aí na capital do ex-império português, e o que sinto agora que a tal melancolia me aperta.

Eu tenho por hábito, nestes encontros, em dada altura, afastar-me... e assim, sozinho... apreciar a minha gente ao longe... ouvir as vossas brincadeiras, as vossas conversas, enfim, sentir-vos e... tentar transportar-me (nos) para terras do Índico...

Assim fiz também desta vez. E fico sempre com o “filme” gravado na minha memória…daí surgir a tal nostalgia…as imagens da doçura da nossa querida Emília, obrigado minha irmã pelo trabalho que tiveste, continuas aquele anjo calmo, cheio de paz, vi de novo o grande Arnaut, bonacheirão e com aquele olhar que inspira muita fraternidade, muito companheirismo, vi o meu irmão Mané Silva e Sousa irradiando felicidade e alegria querendo falar com todos, tentando recordar tudo e com todos, mas o tempo é curto não é, Mané? Ou Ratinho? Vi o grande Carlos Brites, amigão, a transpirar alegria (achei-te um pouco calmo demais para o meu gosto…que se passa meu Irmão?), vi o meu querido Licínio, alegria de viver, alegria do povo, este amigão continua o mesmo Licínio de sempre, gente. Pequeno, careca, mas sempre com aquele sorriso de orelha a orelha (aquele abraço, meu irmão!), vi o meu irmão Águia Real, Zé Carlos Barros da Costa, observando tudo e todos, o teu olhar não me enganou meu Irmão. Estavas a voar pelos ares da Serra da Mesa, pelas praias do Indico, talvez estivéssemos nalgum acampamento dos escuteiros com a nossa Patrulha Águia. Aquela canhota e…Boa Caça, meu irmão. Vi o meu Mestre e meu Chefe Escuteiro, de seu nome José Maria da Silva, um dos homens que contribuiu muito para a minha formação como homem. Um abraço Chefe Zé Maria. Teresa Paulo, cuida bem do Velho e um beijinho para ti, Teresa. Vi a Gilda, serena como sempre, o Lory e a sua calma, vi a Marla, de pequenina se fez uma Senhora, e que linda estás Marla, pensavas que não me lembrava de ti? Engano teu, Macua. Senhor João Alfaiate, com o seu olhar metálico, velho companheiro. Fiquei feliz por te ver. E o Senhor Zé Sargento, com a sua velha calma. Está tudo controlado, Zé Sargento. Gostei de te ver, Macua.Vi o Mário Nunes e o seu espírito alegre, alegria meu irmão, gostei de te ver. Também te vi formosa como sempre Ana Maria Colaço, não te fazes velha menina Macua, e vi a Fátima Pinto, linda como sempre, estavas feliz e contente por estar com o nosso Jorge Almeida ao seu lado e junto da sua gente, gostei de vos ver. Vi o Damas, o António, que fazia questão de mostrar a sua foto daqueles tempos com o cabelo comprido (não era preciso, Damas, estás na mesma, companheiro!). E o Ramalheira, o Fernando. Ainda não me contaste como fazes para manteres essa fisionomia idêntica à que tinhas à três décadas, estás na mesma companheiro. António Silva e Sousa, grande, enorme, como cresceu o nosso Silva e Sousa. E sempre com aquela fisionomia amiga. Falámos pouco desta vez, meu irmão! O Parsotamo, continua grande, aquele abraço meu irmão. E também vi o Senhor Luís Lacerda, um abraço para ti, Lacerda. Gostei de te ver. A alegria da nossa Paula Brandão, viva a Paulinha, gente. Beijo grande para ti cara bonita. A Milay Peniche, uma Senhora, gente. E que linda Macua está a nossa Milay. Os meus parabéns, Milay. Sabes, fiquei a observar-te...ficavas linda com uma capulana, Macua...temos que pedir às nossas meninas para usarem as lindas capulanas macuas... Um abraço aos teus Pais, Milay. Que bom ver gente bonita. E vi também o Timóteo cheio de saúde e a transbordar de alegria. Perguntava ele “Tu conheces-me?”. Como não podia não te conhecer, Senhor Timóteo. E o Armando Cardoso que não se faz velho. Gostei de te ver também, Macua. A nossa patinadora, Ana Maria Pereira, sempre elegante, linda. Aliás, as nossas patinadoras estão lindas e Formosas. Vocês viram a Teresa Canellas? Meu Deus, linda e formosa, que loucura Teresa. E veio directamente de Espanha para o nosso encontro. Obrigado pelo esforço e pela tua presença, Teresa. Gostei de te ver, depois de mais de 3 décadas...Shalom Teresa...E o Óscar, que pensava que não me lembrava dele. Mas ele tinha outro nome que eu hoje não tenho coragem de dizer. Mas estás na mesma Óscar, feliz também. Foi pouco tempo não foi Óscar? Vi o nosso craque do futebol de salão. Que pé esquerdo tinha o Senhor Helder. Para a próxima temos que preparar um joguinho...muda aos 5 e acaba aos 10. Abraço Senhor Helder. E o Fernando Ferreira, alegria meu irmão. Sempre à procura dos escuteiros. Ficou lá o bichinho Escuteiro de Almada, não? Abraço Fernando.. A Rosário e o Miro, não se fazem velhos. Que bem estão os nossos meninos. O Miro tem um pouco de menos cabelo, mas está bem.Vi a Yolanda, tão novinha ainda, mas com os seus lindos olhos a brilharem de alegria. Por falar em olhos, os teus olhos continuam lindos Lena Baptista. E estás muito bem, Lena. Beijo para ti.Vi aquela gente toda num rodopio a querer falar com todos, num rodopio enorme. A Senhora Olga Baessa. Que bom foi vê-la minha Senhora... E vi a minha gente do peito, Companheiros... Aqui é que vão ser elas...quando chega a vez de me lembrar de vós...a vista fica húmida...não sei de que será...velhice?... Vocês estão aqui no meu peito... vocês são importantes para mim, vocês fazem parte da minha história de vida. A Senhora minha Irmã, Fernanda Neves, aquela SENHORA, o meu exemplo, a minha querida Irmã é uma Senhora, gente. Eu sei o que estou a dizer. A Dilita…meu Deus Dilita, estás na mesma…fizeste-me chorar de alegria, Macua... Estás linda, Dilita. As lágrimas foram de alegria por ver uma Senhora que me conheceu andava eu com uns calções e usava uma perninhas muito magrinhas. Shalom, Dilita... Adorei ver estas duas Senhoras... Daí as minhas lágrimas quando te vi, Dilita Macua. A alegria de estar de novo com o nosso Quim Coelho, a sua calma, acredita na vitória meu Irmão. A Câmara de Moimenta vai ser tua, Quim, Senhor Presidente. Luzinha, a alegria, o teu sorriso é a tua imagem de marca e continuas com mesmo sorriso lindo, Macua. O meu irmão Carvalheira. Mais um que foi da Patrulha Águia. E que asas tinha esta águia, gente. Eu não tinha pedalada para o acompanhar. E não acredites nas más línguas...não estás nada velho, Companheiro. Aquele abraço Jô Cruz. Este está igual, com a barriga um pouco maior, mas esta igual. Aquele abraço, meu Irmão. Que saudades dos nossos Fogos de Concelho, Cruz... O espectáculo vai começar com as figuras de cartaz: Jô Cruz, Carvalheira e João Neves! Estava o êxito do espectáculo garantido, não era Jô? Beijo Lina, cuida do nosso menino. E o Domingos Lourenço, gente. Que grande está! E sempre com aquele sorriso. E ainda pinta e muito bem gente. Para a próxima trazes o pincel, as tintas e fazes ali um quadro, ao vivo do pessoal, grande Domingos.
Deixei para o fim alguns meninos que são mesmo do peito. Primeiro a minha querida irmã escuteira, Fernanda Xavier. Que linda estás, Nandinha. Aquele sorriso lindo continua lá, aquele olhar meigo continua lá, gente. Reparaste nos meus olhos quando te dei aquele abraço? Não ligues, estava com alergia na vista, Nanda. Que alegria em ver-te, Macua. Deixaste-me feliz, Nanda...felicidade para ti, Namdinha! A São Knopfhli, que bom é ver-te sempre, São... O teu coração continua igual, enorme. Que alegria ver-te a saltitar de um lado para o outro. Desta vez veio o Fernando. E deixaste-o sozinho, São! Aquele abraço para ti também, Fernando. E o nosso garoto que não se faz velho, Carlos! Estou a referir-me ao Fritz, Carlos !O Fritz, meu irmão. Sempre reguila, sempre com aquela alegria. Estes são os meus irmãos do peito: Fritz e Carlos Oliveira. Estes são os maiores. Vocês sabem o que representam para mim. Só vos quero sempre felizes e com toda a sorte do mundo. Para o trio infernal estar completo,faltava aqui o Hélder Meneses, não é? Paciência. Um dia ele virá cá.
Mas também fiquei triste...a nossa Duchinha não veio...senti a falta da tua alegria,Ducha! Ela tinha prometido ir ao encontro, mas teve um percalço e faltou à chamada... Força Duchinha... Força aí, Macua. Tu e a Rosa têm lugar marcado para o próximo almoço. Um beijo grande para vós. Faltou outra Senhora. A Lena Rocha. A minha querida Lena Rocha... um beijo grande, enorme, para ti Lena...estou contigo, Lena... Força aí, Macua...
E faltou também à última da hora o Mestre. O nosso Mestre...que por contratempos de ultima hora não pôde comparecer... o Dr. Morgado, gente... Esta era a surpresa que a Emília tinha reservado para nós. De certeza que a maior saudação seria para o nosso Mestre, Senhor Dr. Morgado. Fica para a próxima e muita saúde.
Pronto, agora acho que já estou melhor.
Já estive convosco outra vez.
Desculpem se me esqueci de alguem, mas... juro que gostei de vos ver e obrigado por me terem dado esse prazer.
Até ao próximo,muita saúde e um abraço enorme para todos.
… Shalom gente da minha Tribo...


TRIBO MACUA - 2009
25 DE JULHO DE 2009
RESTAURANTE BUFALLO GRILL
JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA

ORGANIZAÇÃO DA EMILIA LOPO.

domingo, 3 de maio de 2009

Mãe

Parabéns João foste feliz com a tua mensagem.Shalom

MÃES...Macuas Lindas.

A minha homenagem a todas as Mães mas muito em especial às mulheres da minha vida, Minha Mãe, à Mãe dos meus filhos e minha Irmã, Mãe Macua, simbolo para mim da Mãe Macua.
Um beijo cheio de carinho para todas vós de cujo ventre gerastes o fruto da vida.

A minha admiração a todas as Mães da minha Tribo Macua.

Shalom...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

..SE ME PERGUNTAREM O QUE É A MINHA PÁTRIA...DIREI...NÃO SEI...

...




SE ME PERGUNTAREM O QUE É A MINHA PÁTRIA
DIREI
NÃO SEI...
DE FACTO NÃO SEI COMO
PORQUÊ
E QUANDO A MINHA PÁTRIA
MAS SEI QUE A MINHA PÁTRIA
É LUZ
O SAL
A ÁGUA
QUE ELABORAM
E LIQUIFAZEM A MINHA MÁGOA
EM LONGAS LÁGRIMAS AMARGAS







quinta-feira, 26 de março de 2009

CAROS AMIGOS

A minha querida amiga São Knopfli enviou-me uma mensagem que eu considero digna de ser publicada.
A nossa São tem sempre o extremo cuidado de enviar mensagens aos amigos que digam sempre algo, que nos obrigue a raciocinar, enfim, a meditar...ou simplesmente a recordar com saudade...
Eu tomei a liberdade de a publicar.
Espero que vos diga algo. A mim disse-me muito.
Obrigado São. Um beijo macua para ti.
Aqui vai ela:


"...Já tenho lido muitos conselhos, mas este é um dos que realmente me tocou fundo. E acreditem que é assim que a vida vai acontecendo. Cultivem as amizades!

É obrigatório ler... CARO AMIGA/O
Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e húmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para o filho.
- Nunca te esqueças dos teus amigos, aconselhou! Serão mais importantes à medida que envelheceres. Independentemente do quanto ames a tua família, os filhos que porventura venhas a ter, precisarás sempre de amigos. Lembre-te de ocasionalmente ir a lugares com eles; fazer coisas com eles; telefonar para eles.
Que estranho conselho! Pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados.. Sou adulto. Com certeza a minha mulher, a família que iniciaremos serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contacto com seus amigos e anualmente aumentava o número destes. Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizavam as mudanças e mistérios sobre um homem, os amigos são baluartes da tua vida. Passados mais de 50 anos, eis o que aprendi:
O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. Os empregos vão e vêem. O amor fica mais frouxo. As pessoas não fazem o que deveriam fazer.O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam.
MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilómetros vos separe.Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por ti, intervindo a teu favor e esperando-te de braços abertos, abençoando tua vida!Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.Caso concordes, remete este texto a todos os que ajudaram a dar sentido à tua vida..."

São Knopfli


sábado, 21 de março de 2009

FERNANDO PALMA...Macua...


Quando a Leonor publicou a noticia fiquei chocado ao constatar que mais um dos nossos tinha partido...o Palma...não, meu Deus!
Fiquei com um vazio enorme e uma tristeza por ter estado com ele no encontro da Tribo Macua - 14/Julho/2007 - em Coimbra...calado, reservado e muito calmo estava o nosso Palma. Hoje estou com pena enorme de não ter estado com ele mais tempo...devia ter conversado um pouco mais contigo, meu Irmão...recordando os velhos tempos vividos no nosso paraízo...rindo das nossas traquinices...das nossas aventuras.
...Foi a despedida do nosso Palma da sua Tribo.

Dizia-me o Mané desde Angola quando soube da triste noticia que

"...Uma coisa que nunca me esqueci e julgo tê-lo mencionado no primeiro mail que te mandei é que durante algum tempo, tu foste o meu "fornecedor" de livros de cowboys. Estas são as pequenas/grandes coisas que nos ficam na memória e mesmo que nunca mais te tivesse encontrado não iria esquecer.
Da mesma forma que não esqueceria as caminhadas que fiz para casa, durante uns tempos, na companhia do Palminha e até do irmão. Nessa altura viviam, também na Estrada de Nova Chaves, mas logo no inicio. Cerca de 100 metros, depois da Padaria Sipal. Sempre foi uma boa companhia, e para mim era uma grande ajuda uma vez que vencia mais de metade da distância que tinha que galgar todos os dias entre o liceu e a minha casa, e vice-versa..."

Pois é Mané, essas pequenas/grandes coisas, essas caminhadas que fizémos todos juntos marcaram-nos profundamente e hoje muito poucos vão ter o privilégio e a oportunidade que nós tivémos de viver esses momentos de felicidade e liberdade, meu Irmão...Ele, o nosso Palma, também viveu e sentiu estas pequenas/grandes coisas e essas caminhadas...por isso estava em Coimbra naquele dia.

Dizia o Mané também,


"...Eu acho que ao fim de todos estes anos as pessoas estão mais ou menos resignados e acomodados à vida que têm aí. É dificil fazê-los levantar o "dito cujo" do conforto de suas casas. De qualquer modo, quando vão, são unânimes em dizer que passaram dos melhores dias das suas vidas. Ou seja, toda a gente gosta, mas muitas vezes deixam-se vencer pela preguiça de fazerem uns quantos klm para estarem com os amigos. Só nestas ocasiões se vê o quanto lamento o não terem aproveitado as oportunidades que tiveram..."

É...Mané...daí eu não me importar que me chamem saudosista...daí eu querer estar sempre com a minha gente, com a minha Tribo...compreendes a razão porque eu tenho um especial carinho por cada um de vós? ...a partida do Palma deixa-nos esta mensagem...porquê ou porque razão não vivermos mais em conjunto, não estarmos mais tempo juntos...pois o tempo não pára.

Gente...o grande Palma partiu...mas ele vai estar à nossa espera para aquele abraço, quando chegar a nossa vez.


Até sempre meu Irmão...até um dia Palma..







João Neves





quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai

Lindo João, emocionante.Por sinal és bem parecido com ele.Parabéns

HOMENAGEM AO MEU PAI...MACUA...AOS NOSSOS PAIS...

Esta é a minha singela homenagem ao meu Pai, meu amigo e meu conselheiro...que Deus o levou tão cedo...e assim homenagear todos os nossos Pais.

Um abraço.

João Neves




quarta-feira, 18 de março de 2009

XXVII ALMOÇO CONVÍVIO DOS ALUNOS E PROFESSORES



XXVII ALMOÇO CONVÍVIO DOS ALUNOS E PROFESSORES DOS
ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DE NAMPULA, ILHA E NACALA


DATA - 25 de Abril de 2009 LOCAL - MIRA (COIMBRA)

DATA LIMITE PARA INSCRIÇAO - 16 de Abril de 2009

MODO DE PAGAMENTO – Cheque - Transferência Bancária - Depósito em conta bancária

Nª CONTA BANCÁRIA – C.G.D. 0239-018529-700 NIB – 003502390001852970081

CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO – Envio da ficha de inscrição (imprescindível) juntamente com o cheque ou os comprovativos da transferência bancária ou do depósito na conta acima indicada.

MORADA PARA A QUAL DEVE SER ENVIADA A INSCRIÇÃO

JOÃO MARIA DOS SANTOS FERNANDES, BAIRRO DA RELVINHA, RUA JOSÉ PEREIRA JÚNIOR, BLOCO A, Nº 24 – 3º, 3025-042 COIMBRA

INSCRIÇÂO POR FAX: Enviar ficha de inscrição e comprovativo do pagamento para o Fax: 239700384

INSCRIÇÃO POR MAIL - Enviar a ficha de inscrição juntamente com o comprovativo do pagamento para um dos e-mails a seguir indicados (pode enviar em simultâneo para maior garantia da recepção):

convivio27@gmail.com convivio2009@gmail.com

No entanto, a organização agradece que, dentro do possível, o pagamento seja efectuado por transferência multibanco (enviar sempre a ficha de inscrição) e que no comprovativo conste o nome do titular da inscrição.

Solicita-se ainda que tragam o original do comprovativo do pagamento no dia do almoço para
prevenir eventuais extravios.

ATENÇÃO: MUITO IMPORTANTE

POR FAVOR COLABOREM COM A ORGANIZAÇÃO; Inscrevam-se dentro do prazo. No dia do almoço quando entrarem para a sala ocupem de imediatos os seus lugares para que possam ficar juntos dos seus familiares ou amigos e dar lugar a todos.
À chegada (a partir das 10h 30m) dirijam-se, de imediato, à mesa da organização a fim de levantarem o cartão de acesso, que deve ser colocado ao peito ou noutro local visível para que possam entrar ou sair do salão e serem facilmente identificados.


MENÚ
Entradas: (13,00 h) – Charcutaria variada, queijo fresco e azeitonas;
Almoço: Sopa de feijão, bifinhos de porco e vitela com cogumelos, arroz, batata assada, couve salteada, vinhos tinto e branco, sumos, águas minerais, café e digestivo;
Sobremesa: Tabuleiro de sobremesas com fruta e doce;
Lanche (18.30 h): Caldo verde, bifanas/entremeada na brasa, bolos de bacalhau, salada de orelheira, broa, vinhos tinto e branco, sumos, águas minerais e café, bem como um bolo alusivo ao evento.

As pessoas que quiserem pernoitar podem fazê-lo no mesmo local do convívio. O contacto pode ser efectuado através do Telef. 231458688 ou do fax 231458180. Os preços negociados pela organização são os seguintes: Single 30 € - Duplo- 35 € - Cada cama extra 11 €, com matabicho. No caso de não conseguir alojamento, ou para qualquer outro esclarecimento, ligar para a organização.
P.S. - GOSTARIA DE SABER QUEM VAI AO ENCONTRO. ENVIEM UM COMENTÁRIO NESTE POST...NÃO CUSTA NADA.
João Neves

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

...GRANDE BONO...



SÓ TE PEÇO PARA DEIXARES AQUI O TEU COMENTÁRIO.
Penso que esta mensagem do Bono merece isso.


João Neves

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CRAVEIRINHA

POETA ATIRADO AOS BICHOS

Meu amor:
Nem tu percebes ainda o bater
ansioso dos tendões nos afinados
motores bem mainatos passando a ferro
o capim debaixo das obscenas chapas
na maquilhagem embelezando
a escarlate as picadas.

E
tua ostra de chamas
cerra-me no seu íman de con-
chá palpitando as mornas pétalas do teu gerânio
um belo coiso de gemidos no tálamo
de capim onde alongamos os nossos
pesadelos em fragmentos
dispersos na mata à ferroada
dos insectos de obuses.

Porque
confesso-te, meu amor
não são bem propriamente o que eu desejo
estes pervertidos versos sem rima e sem nada
mas unicamente nacos fixes de um poeta
de carne em sangue no meio deste zôo
atirado aos bichos!

sábado, 24 de janeiro de 2009

EXEMPLOS A RECORDAR E A SEGUIR.




Se houve momentos marcantes na minha história de vida, mais precisamente na minha infância, e que ajudaram imenso na minha formação humana, esses momentos aconteceram no Escutismo. No nosso Agrupamento de Nampula.
Foi no escutismo que conheci homens extraordinários, que com os seus exemplos fizeram do João o homem que é hoje, humilde, simples, amigo do seu amigo, e que pode dizer, com naturalidade, que a minha honra inspira confiança.

Obrigado por tudo Chefe Américo Petim.
... Chefe Amâncio.
... Chefe Zé Maria.
... Chefe Silvestre.

Lembro-me perfeitamente…num final de tarde, à saída de uma Missa na Sé Catedral de Nampula, o meu Pai pegou na minha mão e levou-me até ao Chefe Petim e disse-lhe que eu queria ser escuteiro e perguntou-lhe o que era necessário para isso.


O Petim olhou para mim, do alto daquela altura toda, com aquele sorriso doce e com aquele olhar que inspirava segurança e paz...confiança...disse “…basta apareceres no próximo Sábado às 3 horas da tarde, na Sede dos Escuteiros, na Paróquia…”. Começou aqui a minha vida de escuteiro. Este foi o primeiro momento.

Outro momento marcante…mais recentemente, há mais ou menos 17 anos, já na Europa, em Portugal e em Almeida-Guarda.
Dia da Fundação do Agrupamento 1014 de Almeida – Senhora das Neves.
Estava o Agrupamento formado, as 4 Patrulhas de Exploradores, as 4 Patrulhas de Pioneiros e os 5 Bandos de Lobitos perfeitamente alinhados, prontos a partirmos em direcção à Igreja onde se iriam efectuar as promessas…estava o Chefe João Neves à frente desta gente toda… quando…
...eis que…de repente… tenho um sobressalto...vejo ao longe uma figura alta...muito direita…com aquele sorriso doce dele e com aquele olhar que inspirava segurança e paz…mais uma vez…o Chefe Petim estava ao pé de mim, nas muralhas da fortaleza de Almeida, no dia da Fundação do Agrupamento 1014…fundado pelo seu pupilo.
Que alegria meu Deus…a minha referência escutista tinha vindo ver o que o seu pupilo tinha feito…e o sorriso...simples...mas que substituía imensas palavras...
Obrigado Petim…
E a Lurdes… tão linda estava a nossa Lurdes Petim...a segredar-me ao ouvido “…que bom ver-te meu filho…”. Foi um dos dias mais felizes da minha vida…
Obrigado Chefe Petim … obrigado Lurdes Petim…

Outro momento…muito mais recente…há precisamente 10 anos…em Outubro de 1998…numa cama do Hospital da Universidade de Coimbra…enfermaria de neurocirurgia…momento complicado da minha vida…a preparar-me para travar a luta mais difícil e importante de toda a minha vida…deitado na cama...acordo…olho para o lado…e vejo uma figura alta, muito direita…com aquele sorriso doce…com um olhar que inspirava segurança e paz…o nosso Petim...a Lurdes…com o cabelo todo branco…linda… a sussurrar-me ao ouvido “…então meu filho…muita força!...”…Obrigado Petim…Lurdes naquela altura precisava de alguém que me chamasse filho…~com tanto carinho, Meu Deus...obrigado Lurdes…

Este é o meu Líder…senhores! Este SENHOR é a minha referência de vida…

Mais um momento marcante…Amâncio…um homem enorme, imponente, cheio de força, um guerreiro…mas sempre com aquele sorriso enorme e aquela gargalhada imponente…meu Chefe de Clã…eu ainda não tinha feito a Investidura de Caminheiro…lembras-te Chefe Amâncio?...
África, Moçambique…Acampamento Regional do Norte…o João Neves ia fazer a sua investidura de Caminheiro…malandro e reguila como era, teve um litigio com o Chefe de Campo daquele Regional do Norte…grande discussão…e o Chefe de Campo a dizer em reunião da Chefia de Campo para preparação das Promessas e Investiduras do dia seguinte, que o indisciplinado do "rapaz de Nampula", um tal de João Neves, não podia fazer a sua Investidura de Caminheiro…e eu que andava já à espera daquele momento com muita ansiedade e emoção…era a minha Investidura de Caminheiro…só quem já foi Escuteiro pode avaliar como são importantes e marcantes estes momentos para um jovem de 18 anos…
Mas...senhores…quem era o Chefe do Clã de Nampula?…ele mesmo...o Chefe Amâncio…e então, com aquela calma toda, mas com firmeza e de forma muito firme...disse de sua palavra…”…o João faz a sua promessa…ou ninguém faz promessa, e nós levantamos campo... e vamos embora…! Eu sou o seu Chefe e eu é que sei!”…

No dia seguinte o João Neves fez a sua investidura de Caminheiro e o abraço que recebeu do Chefe Amâncio tinha muitas lágrimas de emoção à mistura…

Obrigado Amâncio. Aquele abraço, Amâncio…ainda hoje o sinto…ensinaste-me a defender a minha gente de forma arraigada, firme e sem vacilação…

Chefe Zé Maria…o Dirigente, a imaginação, a organização…o exemplo de Chefe que faz do pioneirismo uma forma de estar…ensinou-me a estar no mato como peixe na água…a gostar de viver em harmonia com a natureza…a dormir ao relento…com as estrelas africanas como tecto…tudo o que transmiti e continuo a transmitir na minha vida de Dirigente, aprendi com o Chefe Zé Maria…os seus jogos minuciosamente preparados, a sua organização sempre sem falhas e descobrindo e tendo sempre atenção os mais pequenos pormenores...não havia computadores, nem telemóveis, nem nada que se parecesse com novas tecnologias...nem ele as queria...
Obrigado Chefe…o seu menino está pronto…vamos acampar?
Ferreira do Zêzere, Portugal, decorria o ano de 2007…encontro de “Antigos estudantes de Nampula”…emoção no reencontro com o meu Chefe Zé Maria…não se fez velho…na despedida e dirigindo-se à minha Mulher, segredou-lhe ao ouvido estas palavras…”Toma conta do meu menino, Eduarda!...”...o instinto fraternal ainda existe...

Estes são os Homens que eu tenho como exemplos a seguir.
Estes são os Homens que me ajudaram a preparar-me para a vida.
Estes Homens nunca tiveram a homenagem que lhes é devida…Américo Petim, Zé Maria, Amâncio e Silvestre…

Falta encontrar para aquele abraço o Grande Silvestre…mas o dia vai chegar…

Era bom encontrarmo-nos outra vez, quiçá num acampamento, com muita gente escuteira de Nampula…e aí fazermos a homenagem que estes Homens merecem…ou a possível. Aliás, foi isso mesmo o que eles nos ensinaram...sermos gratos…praticarmos a fraternidade, a solidariedade…

Vamos a isso!

E por agora fico por aqui…dos meus companheiros enquanto Explorador, da minha querida Alcateia…da minha actividade como dirigente daquele Agrupamento…enfim…de outros episódios…e momentos fascinantes…fica para a próxima…
Para todos os meus Companheiros e Companheiras de trajecto no Agrupamento de Escuteiros de Nampula, gente da minha história de vida que nunca esquecerei…o meu abraço de imensas saudades.

Para os meus Chefes a minha gratidão e a minha homenagem.


Boa caça.

Um abraço.

João Neves

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Obra de Adelino Timóteo
ADELINO TIMÓTEO EXPÕE “ILHOAS MACUAS” : Uma homenagem à primeira capital do país
A BELEZA da mulher nampulense, do tufo (dança típica de Nampula), alguns ritos de iniciação, entre vários valores culturais, caracterizam a “Ilhoas Macuas”, uma exposição de pintura de Adelino Timóteo patentObra de Adelino Timóteo
ADELINO TIMÓTEO EXPÕE “ILHOAS MACUAS” : Uma homenagem à primeira capital do país
A BELEZA da mulher nampulense, do tufo (dança típica de Nampula), alguns ritos de iniciação, entre vários valores culturais, caracterizam a “Ilhoas Macuas”, uma exposição de pintura de Adelino Timóteo patente no pólo da Beira do Instituto Camões/Centro Cultural Português desde semana passada. O jornalista e autor procura, desta forma, evocar e homenagear aquela que foi a primeira capital moçambicana, a Ilha de Moçambique.
Maputo, Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2008:: POR TUDO ISTO TENHO ORGULHO EM SER MULHER MACUA

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

PEMBA - terra das madrugadas serenas...


Pena que não tenha sido mencionado no artigo que a BAÌA DE PEMBA sempre foi considerada a 3ª MAIOR do Mundo!
Venham todas as grandes potências estrangeiras investir naquela beleza paisagística-nada a vai destruir porque o homem jamais inventará a fórmula para destruir o arco-iris o nascer e o pôr do sol, cheiro da terra molhada e a cultura dos povos.
Garanto que a minha ninguém muda.

E agora...





"..Quando te disse
Que era da terra selvagem
do vento azul
E das prais morenas
E das madrugadas Serenas
do vermelho do café
dos chinelos no chão quente
da cerveja ao fim da tarde
com o sol adormecido
da cana doce e do mamão
tu sorriste e sussurraste
SOU DA MESMA TERRA QUE TU"...

....e Carlos Jorge chorou...

Berta Oliveira

terça-feira, 23 de dezembro de 2008