sexta-feira, 23 de agosto de 2013
...faz uma lista...
domingo, 8 de novembro de 2009
Despojos de uma Infância
Tá-tá...
Acenámos nossas mãozitas douradas
Na esperança do reencontro
Virei-me, pela última vez, para te ver no meio da multidão
A tua balalaica e o teu calção distinguiam-te como se de um chefe te tratasses
Ouvi a voz estridente de alguém... despache-se!!!...entre!!!
Entrei naquele pássaro gigante
Dos meus olhos pérolas silenciosas brotaram
O meu lugar era à janela
Não era mais a janela do comboio onde eu e tu respirávamos liberdade
Fechei os olhos na tentativa de esquecer
Chorei ... saboreei o sal das minhas lágrimas
Recordei, então:
O teu sorriso rasgado

O teu cheiro a maresia
A tua pele dourada
A tua voz ... como uma melodia de embalar...
A esperança do reencontro morava no meu coração
Mas ... os deuses não quiseram...
Perdemo-nos num tempo e num espaço que não voltarão jamais
O passado desapareceu ... o futuro não sabemos... o presente já não é.
Restam apenas memórias ...
AM (Lx 30 /12/79)