terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Mais um Macua...apareceu...
Ola João.
Muito obrigado por me incluires no blogger da "TRIBO MACUA".
Palavras nao chegam para descrever as emotions que nós carregamos todos estes anos, mas como diz a Luzinha, no coração está tudo arquivado e tambem vive para sempre, agora e do outro lado. Tambem estaremos juntos no coracao.
Depois de ver tantas fotos dos macuas é com pena mas nao me lembro das caras.
Eu gostaria de saber de macuas que passaram pela escola da Dona Dulce?Por favor continua com o teu grande trabalho de nos unificar-mos!
Abracos a todos e para que o Moluco nos ajude.
Paulo Amaro
sábado, 12 de abril de 2008
Veja meu Slide Show!
Depois de entrar mais uma vez no nosso Blog, invadiu-me de novo aquela tristeza que já anda comigo à algum tempo. Depois de ler mais uma vez o último post e de voltarem as imagens maravilhosas dos anos 60 e 70, depois de reviver as brincadeiras, as partidas malandras, as aventuras, achei que estava a dar uma imagem triste do blog da Tribo Macua.
Não pode ser...nós não éramos assim...
Voltei ao slide show, mudei a música de um dos meus slides que mais gosto e, mudei-lhe a música, transferi-o para o nosso blog e...dei por mim a ver as imagens a correrem...
...comecei as ver aquelas caras lindas, aqueles risos puros, transparentes, sorrisos sinceros...a alegria do Carlos Oliveira, meu irmão, o ar de menino malandro do Fritz, a alegria de viver do Jo Cruz e do Arnaut, as nossas meninas tão lindas, meu Deus...até o Carlos Bastos com aquele ar grave demonstra e transparece muita paz...HEI PESSOAL...COMO ÉRAMOS FELIZES.
Então porque razão tanta tristeza quando o que estava em causa era um encontro da gente Macua? É isso...vamos para a festa, pá...vamos para uma festa de Nampula...em Mira!
Dei comigo alegre, feliz...também vou à festa gente...vou ver-vos outra vez. Que alegria. Já começo a sentir aquela ansiedade...nunca mais chega o dia.
Ei... Carlos Oliveira, mano trás a São Knofli, o Fritz e o Arnaut... Pais da Cruz, Luis Neves, Carlos Brites...desta vez é que vamos tentar jogar outra vez o "aí vai alho" e a "estátua". Fritz tu vais para o meio primeiro, OK? João Alfaiate o teu humor "sério" TEM QUE ESTAR PRESENTE, não faltes João...Ramalheira, Fernando Pereira, Fausto,Fátima, Gilda o teu sorriso calmo e cheio de paz faz falta...hei Lóló, Lái...Decca agora é que vais, Duarte Nuno e Lory...e eu desta vez parece que vou bem acompanhado, a minha Irmã também vai...João, a Lena já se inscreveu? Já resolveste o problema dela com o PC dela? Se falhaste e não ajudaste aquela Senhora eu vou-te bater, João! Licinio, alegria Companheiro, meu irmão leva a tua alegria para Mira...Luzinha, por favor...vai a Mira e leva o Kim, quero dar um abraço escuta a esse malandro...mas vão a Mira.
Ana, temos que dançar aquela valsa...meninas até "podemos abanar o capacete", vamos todos à festa.
Estou radiante pois a 26 de Abril...vou viver de nôvo AQUELE ABRAÇO!
Aí vou eu, Gente bonita.
Um abraço a todos gente da minha Tribo!
João Neves
quarta-feira, 2 de abril de 2008
TRIBO MACUA...ainda existe?

Uma das maiores alegrias que vivi em Portugal, foi sem dúvida o Convivio dos Alunos e Professores de Nampula em Ferreira do Zêzere.
Na noite anterior ao convivio, fui dormir a Pedrogão Grande, que fica perto do local marcado para o encontro dos macuas.
Aquela noite já andava agitado, nervoso, muito ancioso. Ao ponto de dizer à Eduarda e ao meu filho que não estava bem disposto e me ia deitar...ainda era bastante cedo.
No dia seguinte, dia marcado para o encontro, acordo bastante agitado, nervoso, ao ponto de ter que tomar uma droga para me acalmar.
Lá fomos para o local do encontro e a agitação dentro de mim era cada vez maior. Não vou de medidas...outra droga, que não teve tempo de fazer efeito, pois entretanto chegámos ao local.
Imensos carros...á porta uma mesa...algumas pessoas sentadas...o João Fernandes e esposa (nossa colega) Beatriz...não os conheci...eles também não, pois... a velhice não perdoa.
Entramos, e senti a primeira pancada...uma cara linda a sorrir com aquele sorriso malandro...o meu par nas valsas...Ana Maria Colaço...um grande abraço...aqui começou a emoção...a Ana Maria com aquele carinho muito fraterno dela, desaperta-me o botão da camisa dizendo ao mesmo tempo "...desaperta-me a camisa rapaz...põe-te à vontade...", senti-me reconfortado, os nervos passaram
...afinal estava com a minha gente...obrigado Ana...naquele momento precisava daquele conforto...Reparo num rapagão, forte, com uns quilos a mais, mas com o mesmo sorriso de menino, aquele sorriso que só o Arnaut tinha...Meu Deus, aqui começaram as lágrimas a quererem saltar...ainda estava abraçado ao Arnault e vejo o inconfundivel Pais da Cruz...o Duarte Nuno, com a sua calma...que saudades senti de ti meu irmão (e vizinho, não é?)...eis senão quando vejo o Pais da Cruz a trazer alguém pelo braço e a perguntar-me se não conhecia aquela pessoa...
...aqui a Pais da Cruz estragou tudo...talvez porque não estava à espera de o ver numa festa de gente a minha geração...aqui chorei mesmo...era o MEU Senhor Zé Maria da Silva...
...Meu Deus, Zé, que alegria, que emoção: o Zé Maria, o meu Chefe nos Escuteiros de Nampula, o meu Mestre, o homem que me ensinou a ser homem...com os seus exemplos me indicou o caminho certo, caminho que hoje indico aos meus filhos...estava ali ao pé de mim...que emoção, que alegria, Zé. Que bom estares ali Zé Maria...faz o favor de ser muito feliz Zé Maria...Chefe, tu mereces...
Quando me sentei à mesa, o meu grande comparsa de patifarias...onde estava o João estava o Carvalheira...estás velho, Companheiro, ouço um berro enorme...o Licinio com aquela alegria enorme de viver, braços abertos e aquele abraço...que bom ver-te Licinio e que saudades da tua alegria...companheiro e amigo de verdade...
...na mesa ao lado estava um grupo a ver fotografias, de repente só ouço um grande berro: "...ólho...eu conheço este filho da p....."...e o Carvalheira disse-lhe que eu estava ali...abraçou-se a mim...era o João Pedro ( o João Grande, como a minha Mãe o tratava...)...viveu em minha casa em Nampula...que grande estás João Pedro...depois o Júlio Bravo com a sua alegria (sem sandes, Júlio!)...depois a Mizé...depois a Anabela e o Nelo Ferreira...e depois...toda a minha gen
te que há mais de 3 décadas não via......as emoções eram umas atrás das outras...
Gente, por favor, vamos todos a Mira, no dia 26 de Abril...não há Liceu, ali não há Escola Comercial e Industrial, nem Colégios...somos todos macuas...vão ver que vai ser bonito...
Eu prometo que vou pedir ao João Fernandes para nos pôr todos juntos...mais perto à hora de comer...vamos estar juntos outra vez...Carlos Oliveira, Fritz, Arnaut...Carlos tens que trazer a São...Jo Cruz, leva os teus Pais e a Belinha também, e o teu sorriso também ( e não te esqueças de trazer a mesma forma de andar, aquele geito marôto que ainda não perdeste, eu sei.
Eu vou estar lá à vossa espera...

...aquele abraço amigo...
João Neves
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
ENTÃO...É NATAL...FELIZ NATAL...
É com saudades enormes...que doem muito...que me lembro desta época festiva...em Nampula.
É natural que aconteça, não só porque foram tempos maravilhosos, de muita felicidade, mas porque...é a minha terra... minha Pátria...minha casa...
Só podia ter saudades...

Saudades dos amigos, das aventuras, de toda a fraternidade...de tanta gente que ficou aqui...no meu peito...entendem?
Saudade do palpitar apressado do coração quando nos aproximávamos das Piscinas do Ferroviário para mais um baile. Ainda cá fora...ouvia-se "The house of rising sun" ou então o "Samba pa ti"...o som forte da viola baixo...e a ansiedade para entrarmos aumentava...
Os bailes de passagem de ano...que saudades, gente...
A noite de 24 para 25...a ansiedade para que a manhã de 25 viesse depressa...
Que saudades gente...

ENTÃO...É NATAL...
Feliz Natal e próspero 2008 para todos vós,
Feliz Natal
e
até ao próximo abraço.
João Neves
sábado, 13 de outubro de 2007
Não desanimes...
Li o teu comentário e fiquei triste e com pena de ti,(no bom sentido).
Não fiques triste, olha que o pessoal vai participar, só que muitas vezes o tempo é escasso e as possibilidades não acontecem. Olha, eu perdi a password, o nick name, já não me lembro o que usei neste blog.
Da minha parte, quando puder e tiver tempo, conta comigo, ok?
Não fiques é triste, ok???
Toda a gente te admira pela tua iniciativa, mas sabes amigo??? A vida mudou para muita gente, por mais que nós queiramos, nunca mais somos os mesmos...casámos, temos filhos...a profissão ocupa o nosso tempo, a casa, a família...a vida é assim João, e mesmo os nossos feitios, maneira de pensar, tudo o tempo se encarrega de modificar.
Claro que a infância e adolescência nos marcam muito, e a educação…e é bom encontrarmo-nos, reviver o passado, mas...o tempo é outro. Amigo, eu falo pelo que me rodeia, pelo que me apercebo da vida, mas não é para desanimares, nem para te desencorajar, o.k.???
Continua e PARABÉNS, tens feito um belo trabalho que eu, por exemplo, nunca seria capaz.
Bjinhos e conta comigo sempre.
Tua amiga de sempre
LUZINHA
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Será que estarei enganado?
Foram anos a fio de convivência, fizeram-se grandes amizades, viveram-se "aventuras" bonitas, criaram-se laços fraternos inquebráveis...ao fim de mais de 3 décadas encontraram-se de novo...Todos afirmaram que estavam felizes, emocionados, contentes por se encontarem outra vez...chegou a afirmar-se que não podemos perder o contacto de novo...
Entusiasmado e de regresso ao meu canto, aqui junto à raia de Espanha, e pensando que estaria a fazer algo que iria agradar toda a Tribo e até, de certa forma, mante-la unida e sempre em contacto uns com os outros, criei este blog...
Acho que me enganei. Tenho que chegar à conclusão que estava enganado.
Pensava que estavamos todos entusiasmados por contarem e/ou relembrarem episódios, aventuras, parcelas de uma infância (para mim) maravilhosa.
Puro engano.
A minha Tribo (com 4 ou 5 excepções) não ligou nenhuma...infelizmente...a esta iniciativa. Preferem guardar para eles e não partilhar uns com os outros.
Lamento...
Vou fazer mais uma série de convites...mas sei que serão infrutiferos.
Podia ser um sitio bonito, livre, e exemplar...pelo menos para os nossos filhos.
Sei que há imensas histórias para aqui postar e aqui comentar e sempre com muito carinho.

Mas...parece que a tribo macua não quer...não acha importante.
Lamento.
Estava enganado...os anos passaram... e o tempo não volta para trás...mas lá que seria engraçado..era.
Paciência.
João Neves
sábado, 6 de outubro de 2007
Obrigado - Mais um!!!
Continuo à procura de algumas das fotos "antigas" de Nampula e Nacala com alguns dos membros da Tribo para as poder mostrar.
Um abraço amigo,
Miguel Lory
domingo, 30 de setembro de 2007
Também aqui vou estar !
Obrigado pelo convite de adesão a este espaço que crias-te.
Como não poderia de ser vou estar aqui presente sempre que possível.
Vai em frente com este espaço que vale a pena.
Um abraço
Mané Costa
Mensagem de uma Laurentina
Viva o Zé Nóvoa
Tenho acompanhado as notícias da malta da nossa Tribo.
Enviaram-me fotos do almoço em Coimbra,reconheci muitos dos Índios da nossa tribo, outros não reconheci ou nunca pertenceram ao nosso grupo.

Cá estou.
Aguardo notícias aqui no blog ou que me contactem por mail: novoa@pordosom.com.
Lembro-me de muitos que não vi nas fotos do almoço .Vamos contactá-los!!!!
Um abraço.
Zé Nóvoa
Comentário do Licinio à postagem da Nanda Neves
Olá Nandinha.

sábado, 29 de setembro de 2007
Comentário do João Fernandes
Boas João Neves.
Comentário do Carlos Oliveira..."Os malandros do Liceu velho"

Concordo com o que o João escreveu só acrecentaria que havia mais duas professoras que nós respeitávamos, a de Inglês e a de História, as Fernandas, a Cardoso e a Teixeira mais tarde a nossa prof de Filosofia.
Saudades...

Saudades...quem não as tem??

Comentário do João à postagem da Nanda Neves
E tu sabes que eu te considero uma grande Mulher, uma Senhora.
Basta seres uma Macua.
Que bom ter uma Irmã como tu.
Os teus filhos estão concerteza orgulhosos da Mãe que têm.
Um beijão para ti, Preta Macua!
Sabes? Eu acho que Moçambique ainda vai merecer uma visita tua...Acredita.
Teu irmão.
João Neves
MEMÓRIAS
Tenho resistido em colocar a minha participação neste espaço. Mas ... tenho um mano muito persistente ... o João Neves e ... devo-lhe este cantinho. À Ana Dias, também.Bem, neste momento, só me vem à memória uma certa casa, numa rua ampla e linda da qual já não me recordo o nome, em Nampula, que me faz sentir na pele uma suave sensação de paz e alegria. Ali, eu, o meu mano e os meus pais fomos felizes. Não éramos abastados, como muitos aqui, neste país imaginam que eram todas as pessoas que viviam naquelas terras. Mas éramos muito felizes! A mamã, grande mulher, mãe e dona de casa, mulher de pulso rígido, mas sempre atente ao nosso bem-estar. O pai, a meiguice em pessoa, nosso cúmplice, paciente e ... a pessoa que mais amor soube dar neste mundo. O mano, traquinas, sempre envolvido em embrulhadas que eu e o nosso paizão, procurávamos encobrir da mãe guerreira. Eu, uma menina feliz.Mesmo ao lado, grandes amigas - a Lena Rocha, minha companheira desde a 4ª classe, cúmplices de tantas histórias! Lena, adoro-te! A Gina, a Belinha com aqueles olhos lindos imparáveis! A D
. Alice, como eu a admirava, por ser uma mãe doce, lutadora, amiga!Recordo as noites de conversa no passeio junto à nossa casa.Vejo-me a sair de casa de manhazinha, bata branca com o emblema do LAGC, a mastigar o pau de quinhenta com um bocado de fiambre dentro!E o meu liceu! As raparigas no 1º andar a mirarem os rapagões lá em baixo no recreio! E o meu 5º ano! O primeiro ano misto! Recordam-se, finalistas de 69/70? Ana Maria, aqueles tempos são muito bons de recordar! Ninguém nos tira aquelas memórias!Sabem, após 33 anos de estadia em Portugal, ainda há muitas noites que me parece ouvir o som dos tambores ao longe!Pronto queridos amigos makuas, vou-me embora, mas deixem-me dizer-vos que sinto muitas saudades de todos vós, da amizade, do convívio são sem televisão, dos cheiros, dos sons, das cores ... de tudo, meu Deus!E sinto uma enorme tristeza de, após todos estes anos, ainda não ter consegu
ido voltar àqueles lugares que são a minha origem.Sabem, é que eu sou branca por fora, mas sempre preta por dentro, como dizem por aqui os portugas.
Mano, gosto muito de ti´, és um dos homens que mais admiro. Sabes com quem és parecido, não sabes?.
Um grande beijo de amor para todos.
Fernanda Neves
Água mole em pedra dura...
"Água mole em pedra dura..."
Poixxx... Foi assim, sem jeito, e dada a insistência, ou persistência, no/do convite, aqui estou. Não vou contar "estórias" de desempoeirar baús - tenho poucas, e as que tenho guardo-as para mim, não por egoísmo, mas porque foram vividas numa extrapolada vivência de menina, assumidamente demasiado adulta para a minha idade, demasiado racional, até - passavam-me ao lado estas malandrices que se faziam num tempo próprio de adolescência. As minhas "estórias" têm a ver com mortes, guerra, prisões, hospitais militares, acções da Legião de Maria - são enquadramentos bem diferentes, e pouc(a)/(o)s tiveram o arrojo, a desmesura, a coragem de ir mais além, desbravar outras realidades que não as comezinhas e naturais de gente que se quer jovem, fresca, livre para viver cada minuto de cada vez. Este recanto é p'ra recordar o que de bom a vida nos proporcionou, no companheirismo, na vida académica - o João Neves deu o mote... Eu era, de certa forma, Maria-rapaz, mas estava bem longe destas artimanhas - "tadinha" de mim que, (próprio da idade e da minha condição de rapariga, imbuída de preceitos familiares e religiosos), defendia com unhas e dentes uma postura, que se pretendia correcta e afinadinha?!... Era muito "limpinha", [de pensamento(s) e de boca] - hoje já não é assim... Costumo dizer que há muito ultrapassei a velocidade da luz e do som: quem gostar, assim me tem; quem não gostar, esqueça, "ponha à borda do prato"... Depois... ah! Depois?!... Tenho dois sobrinhos, que em tudo se assemelham ao que eu era, seccionados cada um deles por metades de mim - estar com eles é reviver um "cóchinho" de mim, nesse tempo longínquo, mas sempre tão perto... São as minhas recordações felizes que me têm ajudado a continuar a viver - por cá, enchemo-nos de mágoas, de cicatrizes que, mesmo os "maus tempos" de lá, nunca me fizeram... Mas, pronto: é preciso manter a vela acesa até que a VIDA queira - o TUDO é nada, e eu procuro sempre, (e ainda, e "malgré tout"..), o ABSOLUTO, que o INFINITO é já aí...
Ana Dias (a Mofina Mendes do LAGG)
A TRIBO NA TROPA...Boane.

Grande parte dos membros da Tribo, foram mobilizados para o serviço militar obrigatório e colocados em Boane (Lourenço Marques), para aí fazerem a recruta no CSM - Curso de Sargentos Milicianos. João Neves, Carlos Bastos,Júlio Bravo,Amorim,Victor,Pais da Cruz, os gémeos "Metralha" Nando e Beto,o Armando Menezes e muitos outros.
Como devem imaginar...podem fazer ideia dos "feitos" desta malandragem...toda junta...alguns tempos mortos...muita adrenalina...
Havia também algumas figuras típicas...a imagem que ficou do Júlio Bravo foi de um individuo sempre com fome...andava sempre com um par de sandes enormes,um sumo e um pacote de batatas fritas. Quando vestiram as primeiras fardas...aquilo eram uns modêlos dignos de se ver...todos eles dançavam dentro das fardas...que galhofa...rir uns dos outros...só a um é que a farda assentou que nem uma luva e por motivos óbvios: Carlos Bastos!
O Pais da Cruz...era o mais mal vestido...farda larga, enorme, camisa sempre para fora das calças...era tudo à balda o n
osso Pais da Cruz.Certo dia, de que se lembrou o amigo João Neves?
Estava a acabar de fumar o meu cigarrito, ao lado do Armando Menezes...sem nada para fazer...uma monotonia tremenda...olhei para um camarada...para os bolsos das suas calças e...zás...nem é tarde nem é cedo...beata do cigarro acesa para dentro do bolso do desgraçado e sentei-me de nôvo calmamente...para apreciar a cena:
ora bem...o dito camarada começou primeiro por se coçar devagarinho...depois mais rápidamente...de repente começa às palmadas nele próprio, por cima do bolço das calças e aos pulos...mete a mão na algibeira...e retira a beata apagada...olha com olhar de mau à volta...e eu e o Armando...sérios...não era nada conosco...
Bom...passou a ser a bricadeira oficial da Companhia...não devia haver ninguém que não tivesse os bolsos das calças todos rôtos.
Agora, imaginem esta cena...no inicio de uma formatura militar...ninguém mexe...nem que lhe passe um ...pela boca...não mexe sua amélia!...e o cigarro lá...a fazer o seu "trabalho"...devagarinho...e o desgraçado a ficar vermelho...com ar de sofrim
ento...Gente...é de rir até às lágrimas...
Eram assim os nossos Macúas em Boane...dominavam completamente a "sociedade vigente"...brincavam...pregavam partidas uns aos outros...enfim...faziam a diferença!
Está a encher...suas amélias...
Aquele abraço.
João Neves

